quinta-feira, 24 de julho de 2008

Olá, então estás boa?

“Olá! Acabei agora de falar com o Papa, o Cavaco, o Sócrates, o Osama, o Bush, o Mandela e a Amy Winehouse. Só contigo é que não consigo. Bj”



Bem sabes que, quase invariavelmente, tenho o telemóvel no modo de silêncio.

Não faz muito sentido! - já mo disseste um sem número vezes, mas foi um hábito que adquiri com receio que tocasse em situações, a que eu chamaria de pouco oportunas. Costumo dizer-te que a minha concentração e as minhas horas de sono são bens que eu considero demasiado preciosos para serem adulterados, e muito menos em vão…

Também é verdade que me esqueço do telemóvel em quase todos os lugares por onde passo: nos restaurantes, nos hoteis, no ginásio, no hospital… que fica perdido durante dois dias dentro do carro, entre o banco e a porta, e que para variar está no silêncio. Isto sem contar os dias em que fica em casa.

E tu dizes: Só tu! E ao que eu irremediavelmente respondo: Sou distraída, e depois? Mas admito que estou tão dependente dele quanto tu… Falo horas e perco dias, ao telemóvel.
Mas sabes o que mais prurido me faz no que diz respeito ao telemóvel? Não, não é ouvir o You’re Beautiful, do James Blunt, a sair da mala de uma qualquer quatro por quatro, com um buço de meter inveja ao Freddy Mercury.

O me incomoda mesmo, mesmo, mesmo é o mais trivial dos telefonemas:
- Olá, então estás boa?
- Não, não estou.
Mas não é isso que queres ouvir, nem é isso que eu quero que oiças.
E é por isso mesmo que o meu telemóvel continuará no modo de silêncio.

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